Apresentação


Publicado em 01.10.2018 13:29:11

SINPRO-BA, EM PARCERIA COM A UFBA E OUTRAS ENTIDADES REPRESENTATIVAS, ORGANIZA SEMINÁRIO SOBRE BNCC E REFORMA DO ENSINO MÉDIO

No último dia 27 de setembro, o Sinpro-BA promoveu, na Reitoria da UFBA, em parceira com outras entidades representativas e com a própria Universidade, o seminário “Debate BNCC e Reforma do Ensino Médio: desigualdades educacionais e sociais”. O debate se deu a partir da palestra do Prof. Dr. César Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação, que apontou os retrocessos e as incoerências da atual BNCC (Lei 13.415/17) em relação à que estava sendo construída até o golpe de 2016. 

Callegari avalia a atual BNCC como excludente, reducionista e capaz de aumentar ainda mais as desigualdades existentes na Educação do País. Lembra ainda, que ela não pode ser encarada como um currículo e que, portanto, a sociedade não pode aceitá-la como tal, pois isto implica em um claro nivelamento por baixo. Por isso, ele defende a revogação da Lei 13.415/17 e a construção de uma nova Base, de caráter democrático e participativo, a partir de um amplo debate com estudantes e professores.

Em relação à Reforma do Ensino Médio, igualmente excludente e reducionista, Callegari lembra que, de acordo com os parâmetros estabelecidos pela própria lei, ela só pode se concretizar a partir de uma Base para o Ensino Médio, o que ainda está em fase de construção. Portanto, a luta imediata deve ser por uma BNCC do Ensino Médio que, privilegie a interdisciplinaridade, mas que não resuma esta etapa da aprendizagem a noções básicas de português e matemática.

O Sinpro-BA, em sintonia com o palestrante, repugna as atuais BNCC e Reforma do Ensino Médio, por entender que elas aumentam as desigualdades existentes nas formações promovidas nas escolas públicas e privadas, como parte do projeto de educação do governo golpista, que visa atender aos interesses dos grandes grupos empresariais. 

 A BNCC, equivocadamente tomada como currículo mínimo, reforça a produção dos “enlatados” que estão sendo empurrados para dentro das escolas, não apenas públicas, mas também privadas, pressionadas pela força do mercado.

É dever do Sinpro apontar e combater as consequências desse cenário para a sua categoria. Heloisa Monteiro, diretora da entidade, denunciou o aumento da desvalorização do trabalho na rede particular de ensino e alertou, que se a tentativa de EAD no Ensino Médio seguir a mercantilização do Ensino Superior, a precarização será nefasta. A diretora falou também da necessidade de mudanças no próximo pleito eleitoral, a começar pela participação no ato do próximo dia 29.  

 Diretoria Colegiada Sinpro-BA

 

 

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