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Sinpro-BA alerta para otimização do tempo de debate da Data-Base 2014/2015
Publicado em 06.06.2014 16:15:36

Nova assembleia é agendada para quarta (11) para decidir novos rumos na negociação

Em assembleia, realizada na última quinta-feira (05.06), os professores junto à diretoria do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-Ba) articularam novas ações para a campanha de data-base 2014/2015. “É preciso que a categoria se organize para otimizar o tempo de discussão das nossas propostas e aglutinar mais professores na campanha, pois, o recesso escolar se aproxima”, antecipou o  Coordenador Geral do Sindicato, José Jande.

O diretor do Sinpro-Ba, Reinaldo Bonfim, destacou a necessidade de ativação de um núcleo de fomento de discussões para que possa ser feito uma análise das propostas políticas e dos jogos de interesse que podem não estar claros nas rodadas de negociações com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA).

Na última reunião (04.06) com o patronal, a diretoria do Sinpro reafirmou que qualquer negociação deve ter como ponto de partida, um valor acima de 5,86 – referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do mês de maio. “A presença de toda a diretoria neste encontro já revela o tom do nosso Sindicato. A categoria pede, além do reajuste referente à inflação, um aumento de 10% de ganho real e a remuneração do trabalho extraclasse. É uma reivindicação justa, tendo em vista que o patronal e a convenção da Bahia são os mais atrasados do país”, afirmou Jande.

Convenção X reajuste

O Sinepe, no entanto, mantém a sua postura fechada para o debate de importantes pontos da convenção coletiva, a exemplo do extraclasse. Para a diretoria do Sinpro, o patronal ainda lança mão de um discurso repetitivo, quando diz que se preocupa com o repasse do aumento para a mensalidade do aluno.

Cristina Souto, do sindicato laboral, chamou a atenção dos presentes para o caráter irrevogável das conquistas da categoria. Na sessão, a professora advertiu a classe para que ela se firme em critérios sólidos nas rodadas de discussões. “Temos conhecimento de que as grandes escolas já se reuniram e criaram um calendário de recesso próprio, desacatando até o cronograma proposto pelo patronal. Isto mostra o lugar de fala destes estabelecimentos”, afirmou.

Diante da negativa da proposta de reajuste feita às escolas, o diretor Chico Pedro, reforçou que as proposições trazidas pelo patronal são insustentáveis. “Se eles defendem que o reajuste é inviável, então, nos apresentem suas planilhas de custos. Não acreditamos nesta justificativa, porque sabemos que estes estabelecimentos têm seus recursos e reajustaram suas mensalidades muito acima do que nos oferecem”, acrescenta.

Na sessão, também foi requisitado que o Sinpro difunda a sua voz ativa entre as escolas. Cristina Souto, também diretora da Comunicação, reiterou que será executado, em caráter de urgência, um plano de ação que prevê a divulgação de informativos não só pela internet, mas também, “mosquitinhos” para distribuição em locais estratégicos. “É preciso que possamos entender o que está acontecendo para tentar modificar o que não queremos. Para isto, é preciso que a categoria não apenas espere as informações vindas do Sindicato, mas procure se informar acerca do que está acontecendo. Precisamos nos manter coesos, mesmo em períodos de Copa do Mundo”, declarou uma professora da base.

Na próxima quarta-feira (11), às 14h, na sede do Sinpro-Ba professores se reúnem novamente em assembleia, para dar continuidade às discussões sobre as próximas ações do movimento.

Texto: Maria Helena Macedo – Jornalista Sinpro-BA

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