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Professores demitidos da FTC lutam por direitos trabalhistas desde 2005
Publicado em 04.04.2013 9:26:56

Direitos trabalhistas negados no ato das demissões – Essa é a maior alegação dos ex-professores da Faculdade Tecnologia e Ciências (FTC), para manifestações e ações de panfletagens que a classe tem realizado desde 2010, a exemplo da ação que aconteceu na tarde do dia 25 de março.

Um dos membros da comissão dos professores demitidos da FTC, professor César Tanajura, informou à reportagem do Bocão News que a instituição de ensino superior, deve em torno de R$ 40 milhões em causas trabalhistas.

Em carta aberta entregue pela comissão os direitos trabalhistas estão relatadas as negativas no ato das demissões e o não cumprimento das sentenças judiciais julgadas pelo Tribunal Regional do Trabalho, 5ª Região, que foi a favor dos ex-professores.

“Reclamamos do pagamento dos vencimentos dos meses de outubro e novembro de 2010, aviso prévio, 13º salário, pagamento das férias devidas e proporcionais, liberação e pagamento do FGTS com respectiva multa de 40%, além da revisão salarial cujas horas-aula eram calculadas equivocadamente abaixo do cálculo legalmente estabelecido”, afirma Tanajura.

Além dos questionamentos dos ex-professores, eles acusam a FTC de ignorar a ordem da Justiça. “Eles não sinalizam nenhuma negociação, não demonstram interesse em pagar os processos, nem em fazer acordos, estando à maioria dos processos na fase de busca de penhora de bens que não são encontrados, pois já estão penhorados em outros processos. Ao mesmo tempo a FTC está recebendo vultosas quantias de alunos e misteriosamente não entra o dinheiro na conta bancária em nome da FTC/IMES/SOMESB”, afirma a professora Mirian Fonseca.

Os ex-professores alegam que a FTC também recebe pagamentos por bolsas oferecidas em programas públicos de incentivo a educação como: o Fies, o Prouni e convênios com várias prefeituras do estado da Bahia e mesmo assim se mostram incapazes de negociar, e pelo contrário, estão fazendo uma campanha para os alunos pagarem com cheques pré-datados, com intuito de driblarem qualquer ordem de penhora.

Entre os alunos que vêm todos os dias de cidades do interior baiano para estudar na FTC Paralela, através de convênios com prefeituras, está Geraldo Amâncio Carvalho Filho, que vem da cidade de São Francisco do Conde, ele faz o curso de bacharel em direito. O estudante se diz inseguro com a situação. “A diretoria demonstra que está tudo bem, age como se não houvesse nenhum risco de ficarmos sem concluir nosso curso, mas na verdade estamos inseguros e tristes até porque, não há necessidade para isso”, comenta Amâncio.

Outro aluno, que afirmou estar receoso em não concluir o curso, é o estudante do curso de Publicidade, Michel Franklin, “É lamentável essa situação, porque estamos vendo que mudou de diretoria, tudo bem que sabemos que a faculdade está passando por um momento de crise, mas acho que não tem necessidade de passar essa situação com ex-professores”, desabafa Franklin.

 

A redação do Bocão News tentou entrar em contato com a diretoria da FTC, mas não obteve êxito.

Fotos: Roberto Viana // Bocão News

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