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Informativo do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia Ano 1 - Nº 4 - 1 de Junho de 2005 |
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EDITORIAL (01/06/05)
Ocorre que, por intransigência dos donos de escolas, aquela Convenção Coletiva não foi assinada pela via negocial, indo a Dissídio no Tribunal Regional do Trabalho, onde tivemos estrondosa vitória, seguida de revolta dos donos de escolas que acionaram o Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília. Nesta instância tudo o que foi conquistado durante anos foi extinto pela "Justiça". O ano era 1996. Por sua vez, entre 1996 e 1999, enfrentamos um vazio jurídico, período em que as escolas agiam com indifirença. Precisávamos sair deste vácuo e a diretoria do Sinpro-BA, com o apoio tímido da categoria, conseguiu novamente colocar a Convenção Coletiva em mesa e assiná-la por dois anos com índice zero. Sob protesto dos professores e da diretoria deste Sindicato que, a despeito do "zero", sabia ser aquela uma estratégia necessária, pois, recuperaria um importante instrumento jurídico como é a Convenção Coletiva de Trabalho. Era o recomeço, duro, amargo, com uma Convenção muito longe do que desejávamos, desejamos.Com uma categoria firme, mobilizada e disposta a reconquistar o que é seu por direito. Este Sindicato foi construindo novamente o processo histórico e, em 2002, fizemos uma greve de 16 dias, belíssima, com a nossa querida "moqueca", como foi "batizada" a parcela da categoria que garantiu a mobilização sem arredar pé. Tínhamos, porém, um desafio para contornar: os acordos internos, "canto da sereia" para uma categoria que sempre se mobilizou e tinha como resultado uma Convenção que não era representativa do grande capital. Pois bem, em 2003, autorizada por esta categoria, a diretoria deste Sindicato assinou um Acordo Coletivo de Trabalho com um grupo de escolas cujo capital maior ampliou algumas cláusulas para os professores e professoras destes estabelecimentos. Assinamos novamente em 2004 e, agora no ano de 2005, a realidade da diferenciação de capital entre os estabelecimentos de ensino ainda existe e muitas escolas se escondem numa Convenção Coletiva de Trabalho menor, podendo estar no Acordo Coletivo de Trabalho. Não podemos, portanto, ser indiferentes a este contexto capitalista e precisamos buscar soluções que obriguem o grande capital a arcar com cláusulas melhores para seus trabalhadores; lutando sempre para que a Convenção Coletiva avance e possa representar a maioria dos docentes. Ao tempo que um desafio ainda maior é mobilizar a classe dos professores abrangida pela Convenção Coletiva de Trabalho.
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PASSADO E PRESENTE (01/06/05) |
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O QUE ESTÁ EM VIGOR
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O QUE JÁ FOI NEGOCIADO ATÉ AGORA
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ACORDO COLETIVO 2004/2005
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Diretora
de comunicação: Heloisa Helena
Assessores de imprensa: Edson Miranda e Deivison Fiuza www.sinpro-ba.org.br / comunica@sinpro-ba.org.br / tel.: (71) 3237-2027
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