Informativo do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia

Ano 1 - Nº 3 - 25 de Maio de 2005

RESPEITO É BOM E NÓS GOSTAMOS (25/05/05)

Precisamos de muita paciência para suportar a cara de pau dos interlocutores patronais. Dizer que estão negociando sob pressão, com a faca no pescoço, é, no mínimo, não compreender a pressão sofrida pela categoria que se manifesta no arrocho salarial, no autoritarismo das direções, no descaso com a negociação, principalmente no período da data-base; no investimento demasiado em estruturas de cimento, formando um estupendo ativo patrimonial; no pouco investimento e qualificação da mão de obra, enfim em anos e anos no papel de verdadeiros sangue sugas dos professores.

Soa ridículo ir para a televisão afirmar que não negocia o recesso de trinta dias, no meio do ano, porque isto faria com que as escolas não garantissem o calendário de aulas previsto na LDB, quando o país inteiro já possui o recesso de trinta dias sem ferir a lei de diretrizes.

Afirmar também na televisão que não pode dar uma reposição acima de 6% aos professores, sem repassar para as mensalidades no ano que vem, significa uma artimanha para jogar os pais contra o movimento. Pois, qualquer pai, mais esclarecido, sabe que as escolas já deram o aumento no início desse ano, prevendo o aumento dos professores nessa data-base. Logo, nosso aumento agora não tem nada a ver com aumento de mensalidades no ano que vem. É puro ardil. Prática de quem não joga o jogo limpo. Dissimula o tempo todo. Assim não dá. Haja paciência!


Jogo Duplo (25/05/05)

 

Tem gente fazendo jogo duplo: Senta à mesa de negociação e, antes do término, corre para a escola, para fazer reunião específica com os professores, visando enfraquecer o movimento. Quem advinhar o bom de bola, ganha um doce .


A greve está crescendo (25/05/05)

A greve dos professores recebe novas adesões em Salvador e Vitória da Conquista. Já são 30 (trinta) escolas paralisadas no terceiro dia do movimento. Em Conquista, o Sinpro já conseguiu paralisar 9 (nove) escolas, inclusive duas do ensino infantil. Na manhã de ontem, dia 24, os professores daquela cidade promoveram um ato público com grande repercussão na sociedade e na mídia local.

O movimento também ganha a solidariedade dos estudantes que divulgaram carta de apoio aos professores. Confira trechos ao lado.

 


Carta dos Estudantes (25/05/05)

Nós, estudantes das escolas particulares de Salvador, precisamos apoiar a greve dos nossos professores. Algumas de suas reivindicações refletem diretamente na melhoria do ensino, e por conta disso, nos beneficiará. A greve eclodiu devido às propostas ridículas e absurdas que o patronato apresentou à mesa de negociação.

Estes mestres participam de nossas vidas e nos ensinam muito mais que suas respectivas matérias, nos ensinam a ser quem somos e, principalmente, a ter posicionamento crítico em relação às situações apresentadas.

Sabemos que temos força dentro da escola e não podemos deixar que explorem nossos educadores. Precisamos voltar à POLIS, restabelecer uma consciência política ativa e unificar a classe estudantil. Isto se daria com a criação de um órgão que agrupasse todos os grêmios, como foi o heterogrêmio. É de suma importância a autonomia de cada corporação para que não haja interferências da escola. Só assim poderemos agir como verdadeiros cidadãos e cidadãs.

 

Diretora de comunicação: Heloisa Helena

Assessores de imprensa: Edson Miranda e Deivison Fiuza

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