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Informativo do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia Ano 1 - Nº 1 - 16 de Maio de 2005 |
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COMEÇA O JOGO (16/05/05)
Paralisar as atividades nas escolas na manhã do dia 12 de maio para participar da assembléia geral, marcada para o mesmo dia às 8h, na sede do IBEP, em Amaralina, foi a principal deliberação da assembléia da campanha salarial dos professores, realizada no dia 04 de maio. A assembléia definiu o Estado de Mobilização Permanente e apontou uma série de atividades para serem desenvolvidas nos locais de trabalho e durante esse período( ver matéira RESUMO DAS DELIBERAÇÕES NESTE BOLETIM). Outra atividade deliberada foi a realização do Fórum Permanente de Educação Infantil que acontecerá na sede do SINPRO, no dia 14 de maio, às 9h. Na Pauta, questões jurídicas. A constatação de que o Sinepe já adota uma tática protelatória, percebida nas atitudes de não escolher seu negociador, jogar as reuniões bem para frente e no descaso com a ausência, sem justificativa, do seu presidente Natálio Dantas, gerou um clima de indignação na assembléia e a certeza de que só com a mobilização e a pressão da categoria é que os patrões se comportarão de uma forma respeitosa e com seriedade. Para o diretor do Sinpro, Reinaldo Bomfim, a categoria deve retirar energias para a luta a partir da condição de super exploração a que está submetida. "Se o nível de exploração a que estamos submetidos não for suficiente para justificar nossa mobilização, então devemos repensar o nosso papel como educadores em sala de aula. Estamos formando novos escravos para lutarem contra a exploração que não fomos capazes de, sequer, oferecer alguma resistência?", questionou. A professora Mary Claudia falou da importância da categoria em dialogar com a sociedade e relatou a campanha de midia que o Sinpro estará veiculando. Segundo ela, precisamos desmitificar o discurso atual e o investimento desenfreado dos patrões apenas em instalações e tecnologias, o que tem servido até como principal elemento de concorrência entre eles. Tudo isso é fruto da visão arcaica que historicamente pauta o comportamento das elites. "Imaginar que na atualidade elas refizeram essa visão é pura ingenuidade. Na verdade, mesmo as elites do setor educacional, que em tese poderiam fazê-la, também estão contaminadas por essa condição ultrajante", afirmou Mary Claudia. "Precisamos mostrar para os pais que o principal parâmetro para matricular um filho na escola deve ser a relação de respeito, de estímulo e de bem estar que essa escola proporciona ao seu maior patrimônio que é o corpo docente". Com esse sentimento, os professores encerraram a assembléia e se mostraram dispostos a um maior envolvimento a partir de agora, conscientes de que "acabou o momento de um pequeno grupo lutar por todos". A união faz a força.
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Fique por dentro da Data-base (16/05/05)
Historicamente, o sindicalismo sempre tratou a data-base e a greve como o seu momento de realização plena. Um momento político-ético-moral que, dada a sua experiência extraordinária e exemplar, contribuiria de maneira fundamental para a tomada de consciência, por parte dos trabalhadores(as), da sua condição de explorados(as) e, mais ainda, da sua condição de sujeitos das transformações sociais. Nós do Sinpro buscamos na nossa atividade sindical e política ressignificar esse conceito, a partir da compreensão de que é no cotidiano do trabalhador(a) onde os processos de exploração, submissão e coerção mais se manifestam e se concretizam. Por isso, trabalhamos com a perspectiva da data-base como coroamento de todo o processo que foi empreendido ao longo desse ano e, também, acúmulo das experiências anteriores, em que a memória assume o seu papel primordial de resgate e construção do aprendizado. Pensando dessa maneira, compreendemos que cada experiência e memória particulares são imprescindíveis para construírmos e trilharmos conjuntamente os caminhos apresentados pela nossa categoria nesse ano de 2005. Portanto, tais caminhos que nos guiará para os nossos objetivos nessa data-base e para que sejam eficientes e eficazes, não devem ser apontados apenas pela direção do nosso Sindicato, mas que frutifiquem desse exercício, difícil sabemos, de elaborar um saber coletivo. Nesse sentido, convidamos você professora, professor, para que se engaje de corpo e alma nessa nova jornada que ora se inicia. Vamos juntos!
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O Pio é nosso (16/05/05)
Professor (a), Criamos O PIO, boletim especial, para circular durante a campanha de data-base e proporcionar maior rapidez à nossa comunicação durante esse período. Por isso, ele é feito com essa forma simplificada e sua reprodução através de fotocópia. Ele será o nosso veículo oficial de informação. É por ele que a categoria deve se referenciar para refletir e tomar decisões, evitando também o processo de contra informação que os patrões normalmente articulam durante a campanha. Nele você pode confiar. O nome foi baseado no pio da nossa coruja. Aqui você poderá veicular o que está acontecendo em cada local de trabalho. Fazer denúncias de perseguições, autoritarismo, práticas anti-sindicais e tudo que rola com mais freqüência nesses períodos. O PIO é nosso. Aqui patrão não pia, não apita, nem mete o pito. Viva O PIO! Fique alerta!
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Resumo das Deliberações
(16/05/05)
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Conheça nossa Pauta (16/05/05)
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Diretora
de comunicação: Heloisa Helena
Assessores de imprensa: Edson Miranda e Deivison Fiuza www.sinpro-ba.org.br / comunica@sinpro-ba.org.br / tel.: (71) 3237-2027
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